
Por ALACIB
MARIANA MG [ ABN NEWS ] — É com satisfação que publicamos este livro, contando a história do Movimento de Arte Aldravista, criado em outubro de 2000, em Mariana, MG, por iniciativa do poeta Gabriel Bicalho, que contou com o trabalho incansável de Lázaro Francisco da Silva, Andreia Donadon, J. B. Donadon-Leal, J. S. Ferreira, Luiz Tyller Pirola, Hebe Rôla, Elias Layon, Camaleão, José Luiz Foureaux de S. Júnior e outros que se somaram a esse grupo com colaborações valiosas que deram substância ao Jornal Aldrava Cultural.
Em 2002, com o lançamento do livro Aldravismo – a literatura do sujeito, o movimento se consolidou e os poetas marianenses passaram a circular pelas principais academias de letras do país sendo identificados como aldravistas.
Em 2010, por provocação de Andreia Donadon Leal, os quatro poetas aldravistas (Andreia Donadon, Gabriel Bicalho, J. B. Donadon-Leal e J. S. Ferreira) criaram uma forma de poesia, genuinamente brasileira, a Aldravia, que alçou o grupo para o reconhecimento internacional, por, de fato, democratizar a poesia. Com a Aldravia, a poesia passou a ser acessível a toda e qualquer pessoa, o que a tornou merecedora do título de “Relevante Interesse Cultural do Estado de Minas Gerais”, o título de “Poesia Inclusiva” pelo Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix, e tema de diversas monografias de conclusão de cursos de graduação, de dissertações de mestrados e teses de doutorado.
Nas artes Plásticas, o estilo metonímico desenvolvido por Andreia Donadon foi premiado na Espanha – 2008, foi convidada para exposições nacionais e internacionais, sendo merecedor de aplausos e reconhecimentos.
Além disso, a artista realizou exposições em galerias de arte do STJ, TJMG, Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Câmara Municipal de Belo Horizonte, Pinacoteca da UFV, Galeria Renato de Almeida, Memorial Affonso Penna, dentre outros.
No desenvolvimento de projetos, o aldravismo alcançou escolas de todos os níveis do Rio Grande do Sul a Pernambuco, e em Minas Gerais com o Lalia leva a produção de aldravias a todas as unidades prisionais do estado.
O legado para Mariana está na Semana da Arte Aldravista, já na 15ª edição no ano de 2026, a comemoração do dia da aldravia em toda a rede municipal de ensino e na criação da FLIMARI (Feira Literária de Mariana) já na sua 4ª edição para setembro de 2026.
Desde 2024, os escritores do movimento resgatam personalidades marianenses através de lendas, que numa nova roupagem estética impulsiona a produção escrita na valorização do seu patrimônio humano.
Merecedores aplausos aos 25 anos do Movimento de Arte Aldravista!